
Trabalho com o que resiste ao apagamento. Cerâmica, resina, matéria orgânica — materiais que retêm o tempo em vez de negá-lo. Cada peça é uma forma de permanência: não do objeto, mas do instante em que ele ainda vibrava.
Flávia Ozik é artista visual radicada em Curitiba, com prática centrada em cerâmica artesanal, resina e elementos naturais. Sua pesquisa investiga memória, tempo e permanência — a tensão entre o que se dissolve e o que insiste em ficar.
Formada em Artes Visuais pela Universidade Tuiuti do Paraná (2006), iniciou sua trajetória no Museu Oscar Niemeyer, na mediação cultural e montagem de exposições. Entre 2017 e 2019, aprofundou sua relação com o barro como aluna do Museu Alfredo Andersen — passagem que atravessa toda sua produção desde então.
Desse percurso nasce uma linguagem autoral que aproxima cerâmica artesanal, resina e elementos naturais, como folhas, flores e fragmentos orgânicos. Suas peças investigam memória, tempo e permanência, propondo uma preservação poética do efêmero.
Mantém ateliê em Curitiba onde desenvolve obra autoral e acompanha alunos em processos de criação. Participa de exposições coletivas desde 2004 e integrou o acervo cultural do Município de Campo Largo com a obra Relicário Ancestral, distinção no 2º Salão Nacional de Arte Cerâmica (2025).

EXPOSIÇÕES
2025 — 2° Salão Nacional de Arte Cerâmica de Campo Largo — PR
Menção Honrosa — Relicário Ancestral
Acervo Cultural do Município de Campo Largo
2025 — Mostra Tons da Terra
Espaço Francis Bacon — Museu Egípcio Rosa Cruz — Curitiba/PR
2023 — Flores do Campo
Parque Newton Puppi — Campo Largo/PR
2018 — Livro de Artista
Biblioteca Mário Lobo — Paranaguá/PR
2017 — Projeto Afetivo
Museu Alfredo Andersen — Curitiba/PR
2015 — Traços Curitibanos
Museu Municipal de Arte (MuMA) — Curitiba/PR
2013 — Outubro na Roda
Ateliê coletivo M.O.L.H.O — Curitiba/PR
2010 — Leite Quente
Solar do Rosário — Curitiba/PR
2004 — Diferenças Construídas
Galeria Adalice Araújo — Universidade Tuiuti do Paraná — Curitiba/PR
